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Boteco do Tala

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Itajaí tem alguns endereços que são emblemáticos porque conseguem uma certa identidade cultural com a comunidade. Esse é o caso do Boteco do Tala, localizado na localidade de São Judas, à Rua Adolfo Batschauer.

Início

Nicolau Franzói Neto (Tala) veio do interior de São Paulo e começou a frequentar um bar próximo de sua residência. Tempo depois, por volta de 1993, a proprietária resolveu vender o estabelecimento comercial e Nicolau resolveu empreender junto com sua esposa – Eliana Franzói. Surgiu então o ‘Boteco do Tala’. O bar e a cancha de bocha foram recebendo melhoramentos, mudando de endereço algumas vezes, mas sempre ali por perto, e, principalmente começando a fidelizar os clientes pelo atendimento personalizado e algumas receitas caseiras. Dona Eliana tinha seus segredos culinários que aplicava no recheio do frango assado e na maionese; enquanto Nicolau, começou a ter sucesso por sua batida de maracujá.

Indústria

Acontece que o sucesso da ‘Batidinha do Tala’ começou a se expandir rapidamente a ponto de uma turma de ferinos do Clube Itamirim utilizá-la toda semana em seus churrascos. Vendo esse sucesso também fora do boteco, Tala e o filho Andro Franzói começaram a envasar a tradicional e peculiar bebida para vender aos clientes que ‘queriam levar pra casa’. O sucesso foi tão grande que a família teve de montar uma planta industrial. Atualmente (2026) a fábrica intitulada de ‘Maracutala’ chega a envasar 500 mil recipientes por ano, atendendo o mercado nacional. Uma fórmula de sucesso papa-siri que promete continuar em ascensão nos próximos anos.

Novos negócios

A família foi demonstrando seu espírito empreendedor mantendo em novas instalações o ‘Boteco do Tala’ como um ‘point’ tocado por muito pagode, bebida caseira e comida com tempero familiar; foi montada a indústria ‘Maracutala’, agora com diversos sabores para além do sabor inicial de maracujá; o restaurante ‘Costa Assados’ em Cordeiros e uma incorporadora de imóveis.

Sucesso

Desta forma, aquele pequeno bar na Rua Adolfo Batschauer tocado pelo casal (Nicolau e Eliana) e seus filhos, hoje, pode ser considerado um case de sucesso da economia popular papa-siri. Um caso a ser estudado por todos aqueles que sentem nas veias o espírito do empreendedorismo.

FONTE: entrevista com Andro Franzói; instagram.com/botecodotala.

TEXTO: Magru Floriano.

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