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Museu da Itaipava

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MUSEU ETNO-ARQUEOLÓGICO

O Museu Etno-Arqueológico de Itajaí está instalado no prédio que abrigava a Estação Ferroviária Engenheiro Vereza, da antiga Estrada de Ferro Santa Catarina, na localidade Itaipava. Foi inaugurado no dia 25 de junho de 2010 e abriga o acervo de diversos sambaquis descobertos e explorados na Região da Grande Itajaí. A ideia de sua criação surge com os trabalhos desenvolvidos pelo arqueólogo Darlan Cordeiro junto ao Sambaqui Itaipava II. Naquela época demonstrou-se o interesse de manter em Itajaí o acervo encontrado nos sambaquis da região, já que, anteriormente, os objetos encontrados eram enviados para Florianópolis. Ele está incluído na estrutura administrativa da Fundação Genésio Miranda Lins.

ESTAÇÃO VEREZA

A Estação Ferroviária Engenheiro Vereza é a única construção mantida no Município de Itajaí diretamente relacionada à existência da Estrada de Ferro Santa Catarina. Baseado na Lei nº 2.037, de 23 de dezembro de 1982, e do Decreto nº 6.577, de 30 de julho de 2002, foi possível o tombamento da Estação Vereza como prédio de valor histórico-cultural.

O prédio teve sua construção iniciada no ano de 1926, com longa interrupção até 1954. A Linha Itajaí – Blumenau foi inaugurada no dia 18 de dezembro de 1954 pelo presidente João Café Filho. Em Itajaí, ela contava com a estação-final na Esplanada – Fazenda, além das estações em Itaipava e Boa Vista \[atual território de Ilhota\]. No Matadouro ficava o entroncamento – o início de um ramal em direção ao Porto de Itajaí – atualmente ruas Indaial/ Felipe Reiser.

A Estrada de Ferro Santa Catarina foi desativada no dia 12 de março de 1971, quando a locomotiva n\] 331 fez sua última viagem pelos municípios do Vale do Itajaí. No ano de 1981 a Prefeitura de Itajaí reforma o prédio e instala no local a Secretaria de Desenvolvimento Rural / Secretaria Municipal de Agricultura e, também, a Sub-Prefeitura de Itaipava. Em junho de 2004 o prédio passa a ser administrado pela Fundação Genésio Miranda Lins, que providencia seu restauro e adaptação para receber o futuro Museu Etno-Arqueológico de Itajaí. O projeto de restauração ficou ao encargo da arquiteta Candice dos Santos Ballester.

Dois atos de 2004 acompanham essa passagem. A 25 de fevereiro a Lei nº 4038, do prefeito Jandir Bellini, autoriza crédito adicional especial de até R$ 95.999,65 no orçamento da Fundação Genésio Miranda Lins “para restauração da antiga Estação Ferroviária Eng. Vereza – Museu Etno-Arqueológico de Itajaí”; R$ 80.000,00 vêm do “excesso de arrecadação verificado no dia 31 de janeiro de 2004, por conta do convênio com a Fundação Catarinense de Cultura”, e o resto, de recurso próprio. A 24 de novembro o Decreto nº 7344 autoriza a cessão de uso, “a favor da Fundação Genésio Miranda Lins”, do imóvel da Avenida Itaipava – 2.757,67 m² de terreno, parte de área maior das matrículas nº 1599 e 9618, e o prédio “denominado ‘Estação Ferroviária Engenheiro, Veneza'” \[assim no decreto\], “tombado pelo Município através do Decreto nº 6577 de 30 de julho de 2002”. O imóvel “destina-se à implantação e funcionamento do Museu Étno-Arqueológico de Itajaí (Museu da Memória Indígena)”. As condições ficavam para o termo de cessão, que não está na coleta.

A 16 de março de 2005 a Lei nº 4260, do prefeito Volnei José Morastoni, autoriza outro crédito adicional especial no orçamento da Fundação Genésio Miranda Lins, de até R$ 217.622,24, “para segunda etapa da restauração da antiga Estação Ferroviária Eng. Vereza – Museu Etno-Arqueológico de Itajaí”. Em 2004 o dinheiro de fora vinha do convênio com a Fundação Catarinense de Cultura; em 2005, do “convênio MIN/PRONAC”. A lei reparte o crédito em R$ 181.351,87 de “Recurso Federal” e R$ 36.270,37 de “Recurso Próprio”, e o cobre com R$ 177.351,87 de “excesso de arrecadação, decorrente do convênio MIN/PRONAC” e R$ 40.270,37 de anulação de dotação \[as duas contas dão o mesmo total, mas não batem parcela a parcela: a diferença é de R$ 4.000,00 em cada uma\].

FONTE: CORDEIRO, Darlan; FREITAS, Denise Martins. Estação Ferroviária Engenheiro Vereza: depois de passar o trem. IN: Anuário de Itajaí 2004. Itajaí: FGML, 2004. Páginas 121-131.

FONTE: Lei nº 4038, de 25 de fevereiro de 2004, Decreto nº 7344, de 24 de novembro de 2004, e Lei nº 4260, de 16 de março de 2005, do Município de Itajaí.

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