Porto de Itajaí
Desde o século XIX o Porto de Itajaí concentra o forte comércio fluvial da região, movimento que nasce ao redor do comércio informal e evolui para as atividades de exportação e importação. Os primeiros estudos técnicos para sua construção datam de 1905, feitos pela Comissão de Melhoramentos dos Portos e Rios. Por volta de 1914 são construídos 700 metros do molhe Sul, seguidos pelo molhe Norte.
As obras efetivas do cais começam em 1938, com 233 metros de cais em concreto armado, pátios pavimentados e o primeiro armazém. Na década de 1950 são acrescentados mais 570 metros, totalizando 803 metros até 1956, ano em que tem início a construção do primeiro frigorífico. Em 1977 é erguido o prédio administrativo e o terceiro armazém. Já na década de 1980 a Portobras realiza uma reforma completa do cais, então deteriorado.
Administração
A administração portuária federal passa por sucessivas transformações: o Departamento Nacional de Portos e Navegação é criado em 1934, recebe nova denominação em 1943, torna-se autarquia em 1963 e se transforma em Portobras em 1975. O Porto de Itajaí ganha status de porto organizado em 1966, pelo decreto 58.780/66, com a criação da Junta Administrativa do Porto de Itajaí (Japi). Com a extinção da Portobras em 1990 a administração passa à Codesp e, na sequência, é municipalizada, com a gestão do porto delegada ao município por 25 anos renováveis. O Tecon é arrendado à Terminal de Contêineres do Vale do Itajaí (Teconvi), atual APM Terminals Itajaí.
Operações
As primeiras operações do porto se apoiam na madeira do Oeste catarinense, atividade que declina no fim da década de 1960. Nos anos 1970 as operações se diversificam: açúcar, congelados e contêineres passam a ser os principais produtos movimentados. No início do século, o porto também é ponto de embarque e desembarque de passageiros pelo sistema de navegação de cabotagem, com a entrada e saída das embarcações pela barra do Rio Itajaí garantida pelo trabalho dos práticos. Já em anos mais recentes o porto volta a receber navios de turismo. No seu entorno se instala ainda a Multilog, maior empreendimento alfandegado da América Latina, fundada na década de 1980 para armazenamento e logística de cargas.
Enchentes

Foto: Thiago Floriano
Duas enchentes atingem gravemente a infraestrutura do porto: em julho de 1983, quando metade do cais é destruída e depois reconstruída pela Cobrasil; e em novembro de 2008, quando grande parte do cais desaba. Uma medida provisória federal garante os recursos para a reconstrução, concluída em novembro de 2010.
Movimentação de cargas
O movimento de mercadorias cresce ao longo das décadas: 732 mil toneladas em 1990, mais de 1 milhão em 1992 e 5.713.943 toneladas em 2004. Após a destruição do cais em 2008 há retração, mas o porto volta a crescer: em 2009 alcança o segundo lugar do país em movimentação de contêineres, posição que mantém, e em 2010 movimenta 954,38 mil TEUs, 61% a mais que no ano anterior, com 1.250 atracações. Entre janeiro e setembro de 2010 a consultoria britânica Drewry’s classifica o Porto de Itajaí como o segundo porto do mundo em crescimento.
Entre as principais mercadorias movimentadas estão madeira e derivados, frango congelado – do qual o porto é o maior exportador do país -, cerâmicos, papel kraft, máquinas, tabaco, veículos, têxteis, açúcar e carne congelada. Os contêineres são o carro-chefe, colocando Itajaí em segundo lugar entre os portos brasileiros, atrás apenas de Santos.
Fonte: Porto de Itajaí. História. Disponível em: https://www.portoitajai.com.br/historia.
18 de setembro de 2002
- Inaugurada a nova sede da Superintendência do Porto de Itajaí. Prefeito Jandir Bellini, vice-prefeito Augusto Emílio Dalçóquio, superintendente do Porto Amílcar Gazaniga. Diretores do Porto: Héder Cassiano Moritz, Luiz Antonio Martins, Antonio Ayres dos Santos Júnior, Cássio Rogério Rebello e Martins Schmeling (in memoriam).