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Avenida Irineu Bornhausen

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Avenida localizada no bairro São João, faz a ligação entre a Barra do Rio e o Centro de Itajaí. Recebeu o nome oficial em homenagem a Irineu Bornhausen, mas é conhecida popularmente como Caninana, nome que faz referência a uma espécie de serpente.

O apelido “Caninana” foi dado pelos opositores do governo da Arena por entenderem que o trajeto da avenida deveria respeitar uma linha reta, mas, por interesses políticos, foi desviando seu trajeto das terras dos aliados, ficando completamente enviesada, como se fosse uma cobra caninana. Os opositores que firmaram esse nome no gosto popular foram os jornalistas Dalmo Vieira, Timbuca \[José Eliomar da Silva\] e Elias Adaime.

A abertura

As desapropriações para abrir a via foram declaradas pelo Decreto nº 1295, de 6 de agosto de 1975, em regime de urgência: 28.005,00 m², uma faixa de 15,00 m de largura por 1.867,00 m de extensão, descrita marco a marco a partir da confluência da Rua Alfredo Eicke com o eixo da Rua Dr. Argemiro Noronha e terminando de volta na Rua Blumenau. O decreto trata a via apenas como “a avenida paralela a rua Blumenau” – ela ainda não tinha nome -, e a própria dotação orçamentária se chamava “Início de Obras: Avenida paralela à rua Blumenau”.

O percurso descrito no decreto tem dez marcos e nove mudanças de rumo em pouco menos de dois quilômetros, do rumo 22º00’SE ao 65º37’NE: é o traçado enviesado que rendeu à avenida o apelido de Caninana, posto em papel oficial antes de o apelido existir.

O Decreto nº 1295 foi revigorado pelo Decreto nº 5102, de 1994, dezenove anos depois – sinal de que as desapropriações de 1975 não chegaram a se completar.

O primeiro nome

A avenida não nasceu com o nome de Irineu Bornhausen. Ainda em construção, foi batizada pela Lei nº 1452, de 6 de novembro de 1975, como Avenida Marechal Olímpio Falconieri da Cunha – a lei a identifica apenas como “a Avenida em construção, paralela a Rua Blumenau”.

Menos de um ano depois a Lei nº 1503, de 7 de outubro de 1976, revogou expressamente aquela denominação e deu à via o nome do ex-governador, morto em agosto de 1974. É essa lei que fixa a extensão da avenida: “inicia na Rua Alfredo Eick e termina na confluência da Rua Tijucas com a Avenida Cel. Eugênio Muller”. A inauguração pelo prefeito Frederico Olíndio de Souza veio oito dias depois, em 15 de outubro de 1976.

O nome do marechal não se perdeu: treze dias depois da lei que o retirou da avenida, a Lei nº 1509, de 20 de outubro de 1976, criou o Largo Mal. Olímpio Falconieri da Cunha justamente na confluência da própria Irineu Bornhausen com as ruas Benjamim Franklim Pereira e Felipe Reiser. A troca foi compensada no mesmo lugar.

O primeiro nome

A avenida não nasceu com o nome de Irineu Bornhausen. Ainda em construção, foi batizada pela Lei nº 1452, de 6 de novembro de 1975, como Avenida Marechal Olímpio Falconieri da Cunha – a lei a identifica apenas como “a Avenida em construção, paralela a Rua Blumenau”. Menos de um ano depois a Lei nº 1503, de 7 de outubro de 1976, revogou aquela denominação e deu à via o nome do ex-governador, morto em agosto de 1974; a inauguração pelo prefeito Frederico Olíndio de Souza foi em 15 de outubro de 1976. O nome do marechal permaneceu na cidade no Largo Mal. Olímpio Falconieri da Cunha, formado pela confluência da própria avenida com as ruas Benjamim Franklim Pereira e Felipe Reiser.

CEPs

88305-000 até os números 792/793
88305-001 de 794/795 a 1470/1471
88304-000 de 1472/1473 ao fim

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