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Corais de Itajaí

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Gesangverein – Sociedade de Canto –  foi incorporada à Sociedade Germânia, fundada em 1876 visando a manutenção das tradições culturais da colônia alemã da região.

Coral Santa Cecília – fundado na década de 1930 tendo como seu primeiro maestro o padre José Scholl. A partir de 1969 regeu o grupo Walmor Kreusch – vinculado à Paróquia São João;

Coral da Igreja Presbiteriana – fundado em outubro de 1953 com o objetivo de atuar nos cultos da própria igreja nos templos do Centro e Cordeiros. Entre seus maestros destacamos Paulo Wesley Kerr Affini.

Associação Coral Villa Lobos – fundada em janeiro de 1974 tem sua sede localizada no antigo prédio do Grupo Escolar Lauro Müller, na Vila Operária. Entre seus maestros destacamos Jair Maciel Rosa.

Coral da Comunidade Evangélica de Confissão Luterana – fundado em 1976. Destacamos entre seus regentes: Emília Probst, Erno Schlenker, Clarice Decker, Ruth Maier, Geraldo Blenke, Mônica Zewe Uriarte, Jair Maciel Rosa.

Coral Litúrgico do Santíssimo Sacramento – fundado em 1981, tem entre seus regentes Marcos Venícius Domingos.

Coral da Univali – fundado em 1982 ainda com o nome Fepevi. Até 1989 ficou sob regência do professor Marcelus Sucharski, após com o maestro Normélio Pedro Weber e a maestrina Mônica Zewe Uriarte.

Coral do CAU – Colégio de Aplicação da Univali regido pelo musicista Arildo Simão.

Coral Carpe Diem – fundado em 1986 também no bairro Vila Operária. A partir de 1994 passou a ser administrado pelo IMCARTI – Instituto de Música, Canto e Arte de Itajaí. Seu principal maestro é Pauo Sezerino.

Coral Renascer – fundado em 1992 no CEI – Centro Evangelístico de Itajaí. Regido pela maestrina Jurema Naira Francelino.

Grupo Vocálico Licor de Pitanga – fundado em 1992 contando com a regência de Mário Uriarte Neto. Em parceria com a Associação Coral Villa Lobos, o grupo resgatou a ‘Noite dos Candelabros’ – evento de sucesso criado por Antônio Augusto Nóbrega Fontes no tradicional Festival de Inverno de Itajaí na década de 1970.

Associação Coral Vozes do Vale – fundada por Henrique Antônio Effting em 1994 vem se destacando como um dos principais grupos vocálicos de Santa Catarina. Entre seus regentes encontramos Nilton da Silva.

Coral Sabor de Vida – fundado em 1994 junto à Rede Municipal de Educação teve como regente Martha Luize Franke.

Coral da Unimed – regido por Marcos Venícius Domingos.

Coral da Cooperativa do Vale –  contando com a participação de seus colaboradores. Atualmente desativado.

Coral da Angel – contando com a participação de seus colaboradores. Atualmente desativado. Regente Jair Maciel Rosa.

Os corais na lei municipal

Três corais itajaienses foram declarados de utilidade pública pelo Município, em quatro leis – o Santa Cecília duas vezes, com doze anos de intervalo -, e as quatro declarações foram varridas pela Lei Complementar nº 374, de 2021, que consolidou a matéria.

Em 01 de julho de 1975 a Lei nº 1412 alcançou o Coral Santa Cecília da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento; em 15 de agosto do mesmo ano, a Lei nº 1422, a Associação Coral Villa Lobos, então sediada no antigo prédio do Grupo Escolar Lauro Müller, na Vila Operária. Onze anos depois, em 21 de maio de 1986, a Lei nº 2233, do prefeito Arnaldo Schmitt Júnior, declarou de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO CORAL FEPEVI, “com sede e foro nesta cidade” – sem endereço, sem dirigentes e sem data de fundação no texto legal.

É o terceiro coral da cidade a receber a declaração, e o primeiro que não nasce de igreja nem de bairro, mas do ensino superior. A lei de 1986 é também a peça documental que prova a existência jurídica do coral da Fepevi: o grupo cantava desde 1982, mas é aqui que a associação chega ao papel, e sob a única forma documentada do nome antigo – “Associação Coral FEPEVI” -, antes de o grupo passar a ser arrolado, como está acima, pelo nome que viria a ter, Coral da Univali.

Um ano antes, em 28 de maio de 1985, a Lei nº 2176 já autorizara convênio do Município com a Associação Coral Villa Lobos, que “objetivará difundir a cultura musical do Município”. Entre 1985 e 1986 o Município ampara em lei os dois maiores corais leigos da cidade – um por convênio, o outro por utilidade pública. E em fevereiro de 1986 dois decretos legislativos levariam dinheiro federal e municipal à Proarte de Itajaí, “para propiciar maior amplitude a cultura musical do Município”: o ano em que a associação do coral da Fepevi é reconhecida é o mesmo em que a música itajaiense entra três vezes no diário legislativo da cidade.

A Lei nº 2312, de 1987, e a personalidade jurídica do Santa Cecília

Em 29 de setembro de 1987, dezesseis meses depois da lei da Fepevi e do mesmo prefeito, a Lei nº 2312 declarou de utilidade pública a ASSOCIAÇÃO CORAL SANTA CECÍLIA, com sede à Rua José Pereira Liberato nº 374, Bairro São João. É a peça que dá ao mais antigo coral arrolado neste verbete – fundado na década de 1930, sob o padre José Scholl – uma associação com endereço certo: o grupo cantava havia meio século, mas é aqui que a entidade que o sustenta chega ao papel.

O par de leis repete, no coral mais velho, o que a Lei nº 2233 fizera no mais novo. Em 1986 é a Associação Coral Fepevi, em 1987 a Associação Coral Santa Cecília, e nos dois casos o que a lei reconhece não é o coro, é a associação; a diferença é que a do Santa Cecília vem com endereço e sem data de fundação, e a da Fepevi, sem uma coisa nem outra. Com ela, o Município reconhece em dois anos seguidos as duas pontas cronológicas do canto coral itajaiense – o coro dos anos 1930 e o do ensino superior de 1982.

A lei de 1987 muda também o endereço eclesiástico do coral no papel do Município. A Lei nº 1412, de 1975, o chamava “Coral Santa Cecília da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento“; a de 1987 o dá com sede no Bairro São João, que é onde este verbete o localiza desde 1969, quando passou à regência de Walmor Kreusch e ficou vinculado à Paróquia São João. Entre uma lei e outra o coral mudou de paróquia, e só o segundo ato registra onde foi parar.

A declaração de 1987 foi revogada pela mesma Lei Complementar nº 374, de 2021, que varreu as três anteriores. Ela é uma das doze declarações de utilidade pública que o Município fez em 1987 – o maior número de um só ano que o acervo registra -, e a única delas a alcançar um coral.

Divergências nas fontes

O nome do coral aparece em três formas nos atos municipais: “Coral Santa Cecília da Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento” na Lei nº 1412, de 1975; “Associação Coral Santa Cecília” na Lei nº 2312, de 1987; e, no corpo deste verbete, apenas “Coral Santa Cecília”. Nenhum dos dois atos menciona o outro, e nenhum diz se a associação de 1987 é a mesma pessoa jurídica declarada de utilidade pública em 1975 ou outra constituída depois – de modo que não se sabe se a Lei nº 2312 renova um reconhecimento ou concede o primeiro a uma entidade nova com o mesmo coro dentro.

FONTE: URIARTE, Mônica Zewe.Música em Itajaí IN: Anuário de Itajaí1998. Itajaí: FGML, 1998. Páginas 73-78.

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