× Você já atingiu o máximo de 3 cópias por dia.

Copie com moderação!
× Você pode copiar apenas 3 trechos por dia.
Lembre de citar a fonte ao usar o conteúdo da Itajaipedia.

itajaipedia.com.br

Bairro Salseiros

Compartilhar        

\Vista para fábrica de cimento no bairro Salseiros. Vista para fábrica de cimento no bairro Salseiros | Foto: Magru Floriano\[/caption\]

O nome salseiros pode fazer referência a árvore conhecida nacionalmente com o nome de Salgueiro. Aqui em Santa Catarina é comum chamá-la de chorão e salseiro. Nos dicionários da língua portuguesa o termo salseiro é utilizado para designar a ocorrência de chuva forte repentina e algazarra, bagunça, briga.

A primeira justificativa é a mais aceita entre a população, haja vista que em várias comunidades de Itajaí o nome está vinculado à vegetação existente no local. Um dos primeiros moradores de Salseiros foi Augusto César Dalçóquio e por isso empresta seu nome à rua principal da localidade.

No ano de 1942 a comunidade ergueu a capela Nosso Senhor Bom Jesus que a Arquidiocese de Florianópolis incluiu, em 1968, na jurisdição da Paróquia São Cristovão, de Cordeiros.

A primeira escola pública surgiu em 1945, sendo que em 1968 foi criada a Escola Básica Professora Edy Vieira Wendhausen Rotrhbarth. Entre 1953 e 1958 foi erguida a Fábrica de Cimento Portland e sua vila operária.

Legislação

Através da Lei 1294, de 18 de outubro de 1973, o prefeito Frederico Olíndio de Souza, trocou o nome de Salseiros para Bairro Senador José Ermínio de Moraes, presidente do Grupo Votorantin, proprietário do empreendimento que mudou a economia de toda a região.

No ano de 1984 o prefeito Arnaldo Schmitt Júnior sancionou a Lei nº 2147 alterando o perímetro urbano da cidade de Itajaí incluindo terras às margens da BR-101 e Rodovia Jorge Lacerda.

Três anos depois, em 29 de setembro de 1987, o mesmo prefeito sancionou a Lei nº 2314, que denomina Rua Otílio Dalsóquio a via que vai “da Estrada Geral de Salseiros à faixa da BR-101, próxima ao trevo”. É a primeira lei de denominação de logradouro que o acervo registra na localidade, e a única das sete leis de nome de rua daquele ano assinada também por um secretário – Florisvaldo Diniz Filho, do Desenvolvimento Urbano (ver Código dos Logradouros de Itajaí). A lei descreve a rua pelas duas pontas do lugar: começa na estrada velha da comunidade e termina na faixa da rodovia federal, junto a um trevo que ela não nomeia. Revogada e consolidada pela Lei Complementar nº 390, de 2022.

E continua sendo a única até 1992. No ano seguinte o Município fez a maior operação de denominação de ruas do acervo – mais de cento e quarenta vias em três leis coletivas, batizando o São Vicente (Lei nº 2406), o Cordeiros (Lei nº 2414) e vias organizadas por setores cadastrais (Lei nº 2420), mais uma dúzia de denominações avulsas espalhadas pelo ano. Nenhuma delas cai em Salseiros. A localidade que o Grupo Votorantim fez crescer, e que em 1973 chegou a ter nome de bairro trocado por lei, atravessa 1988 sem um nome de rua novo.

É o segundo logradouro de Salseiros com o mesmo sobrenome, e o acervo o grafa de três maneiras: Augusto César Dalçóquio aqui, como um dos primeiros moradores; Rua Cesar Augusto Dalçoquio na relação de ruas por extensão, com 5.550 metros; e Otílio Dalsóquio, com “s”, na lei de 1987. Nenhum documento diz o parentesco entre os homenageados nem arbitra entre as grafias.

A segunda lei vem em 1992, e é a estrada velha. A Lei nº 2725, de 19 de maio de 1992, do prefeito João Omar Macagnan, denomina de CÉSAR AUGUSTO DALSÓQUIO “a rua situada nesta cidade, no lugar Salseiros, conhecida por Estrada Geral de Salseiros”. Quatro anos e sete meses depois da Lei nº 2314, a localidade ganha o seu segundo nome de rua por lei – e o objeto é justamente a via que a lei de 1987 usara como ponto de partida da Rua Otílio Dalsóquio. A lei escreve o sobrenome com “s”, Dalsóquio, onde o verbete traz Dalçóquio e Dalçoquio; e escreve os prenomes na ordem César Augusto, que é a da relação de ruas por extensão, não a de Augusto César, o primeiro morador. Nenhum documento arbitra entre as formas. Revogada e consolidada pela Lei Complementar nº 390, de 2022.

O prefeito Jandir Bellini sancionou a Lei nº 3359, de 21 de dezembro de 1998, estabelecendo Salseiros como a décima terceira Zona Administrativa de Itajaí abrangendo o seguinte território urbano:

“Rodovia Jorge Lacerda, até o limite com o Município de Ilhota, contornando o perímetro urbano, segue pelo Rio Itajaí-Açu até o limite com Cordeiros, seguindo até o ponto inicial.”

No ano de 2013 a Câmara de Vereadores constituiu uma Comissão Especial Parlamentar para criação e delimitação dos bairros de Itajaí. Na conclusão dos trabalhos os vereadores propuseram que a prefeitura criasse os bairros: Carvalho, Praia Brava, Volta de Cima, Murta, Imaruí, Salseiros, Vila Operária, Santa Regina. O Bairro Salseiros teria o seguinte território:

“Inicia no ponto de encontro entre o Ribeirão da Murta e Av. Presidente Castelo Branco segue pelo Ribeirão da Murta até encontrar a Rua Dr. Reinaldo Schmithausen, segue em sentido oeste até a BR-101, segue pela Rodovia Jorge Lacerda onde quebra em sentido Norte até o campo de futebol do Natalense, segue em sentido leste pela Rua Inspetor Othon José Nogueira até a BR-101 onde quebra em sentido Norte até encontrar o Rio Itajaí-Açu, segue pela margem direita do rio Itajaí-Açu até a rua Envino Carlos Truppel onde quebra até encontrar o Ribeirão da Murta, segue por este até o seu ponto inicial.”

Compartilhar