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Centro Espírita

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PRIMEIRO CENTRO ESPÍRITA

No dia 12 de março de 1920 foi criado o Grupo Espírita Amor a Jesus com a seguinte diretoria: presidente: João Tabalipa, vice: Ângelo Pavan, primeiro secretário: Domingos Marques, segundo secretário: Moysés Zeferino Lopes, tesoureiro: João Ladislau Tabalipa, produrador:  Joaquim Lopes Corrêa. Ele foi instalado à Rua Blumenau número 26, em uma dependência da casa de Ângelo Pavan. Provavelmente fechou suas portas antes de 1925.

CENTRO ESPÍRITA ANJO DA GUARDA

As primeiras ‘sessões espíritas’ do novo grupo foram realizadas na casa do casal Domingos de Azevedo Braga e Rosalina Maria Braga, à Rua Silva. Ali foi fundado, a 13 de setembro de 1927, o Centro Espírita Anjo da Guarda. Em seguida o casal Braga doou uma casa, ainda na Rua Silva, para abrigar em caráter permanente a sede da entidade. A primeira diretoria da entidade ficou assim constituída: presidente: Domingos de Azevedo Braga, vice: Joaquim Lopes Corrêa, secretário: Alberto Cunha, tesoureiro: Alexandrina Vieira; zeladora: Rosalina Maria Braga.

OUTROS CENTROS

Zilda Lopes Stringari filha do pioneiro Moysés Zeferino Lopes fundou um Centro Espírita de ‘mesa branca’ na Rua Blumenau – próximo do Quilombo. Tudo indica que funcionou até os anos de 1980. No ano de 1950 foi fundado o Centro Espírita Allan Kardec, na Vila Operária.

A Sociedade Espírita Paz e Harmonia, 1987

Em 26 de novembro de 1987 o prefeito Arnaldo Schmitt Júnior sancionou a Lei nº 2331, que declarou de utilidade pública a SOCIEDADE ESPÍRITA PAZ E HARMONIA, com sede à Rua Alberto Werner nº 298, na Vila Operária. É a única casa espírita entre as doze declarações de utilidade pública de 1987 — o maior número de um só ano no acervo — e o primeiro reconhecimento municipal de uma entidade espírita que este verbete registra. A declaração foi revogada pela Lei Complementar nº 374, de 2021.

Fora a data e o endereço, a lei não diz nada: não traz fundação, dirigentes nem doutrina, e o acervo não guarda outra menção à sociedade. O que o ato acrescenta é a geografia. Trinta e sete anos depois de fundado ali o Centro Espírita Allan Kardec, a Vila Operária volta a ser o bairro da casa espírita reconhecida em Itajaí — o mesmo bairro que, nas cinco semanas em torno desta lei, viu o Município reconhecer também a Sociedade Recreativa e Cultural da Vila e a associação de pais e professores do colégio da Rua Alfredo Trompowski.

A creche Francisco de Assis, 1991

Quatro anos depois da declaração de utilidade pública, a Lei nº 2648, de 11 de setembro de 1991, do prefeito João Omar Macagnan, autoriza o Executivo Municipal a doar à Sociedade Espírita Paz e Harmonia uma área de 792,00m² a ser desmembrada do Loteamento Rio Bonito III, no Bairro São Vicente, destinada à instalação de uma creche já designada Francisco de Assis, para atendimento de crianças carentes do Município. Um ano depois, o Decreto nº 4823, de 30 de setembro de 1992, do mesmo prefeito, autoriza a Ação Social São Vicente a usar área vizinha “ao lado da Creche Francisco de Assis da Sociedade Espírita Paz e Harmonia, no Loteamento Rio Bonito III” — a creche já erguida serve de referência geográfica a outro ato municipal.

FONTE: D’ÁVILA, Edison. Pequena História de Itajaí. 2ed. rev. ampl. Florianópolis: IHGSC, 2018.

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