Teatro Municipal
Equipamento cultural municipal de Itajaí, casa de espetáculos administrada pela Fundação Cultural de Itajaí e instalada na Rua Gregório Chaves, no Bairro Fazenda, antiga localidade de Esplanada. Foi inaugurado em 11 de junho de 2004. Como a instalação ainda estava inadequada para uso, permaneceu fechado para readequações na estrutura e foi reaberto em definitivo em julho de 2005. O prédio foi idealizado pelos arquitetos Tito Arruda, Guto Trojan e Claudionor Beatrici e ocupa área total de dois mil metros quadrados. O acervo registra auditório para quinhentas e trinta pessoas sentadas, com dez vagas para cadeirantes; a Prefeitura e a Fundação Cultural de Itajaí informam 515 lugares, sendo 505 poltronas e dez espaços para cadeirantes. O Decreto nº 7.735, de 25 de novembro de 2005, aprovou o primeiro regimento interno da entidade, e a Lei nº 5.441, de 18 de dezembro de 2009, deu-lhe o nome oficial de Teatro Municipal de Itajaí, já em uso desde a inauguração. A Lei Complementar nº 384, de 16 de dezembro de 2021, o Código dos Prédios Públicos, relaciona o teatro entre os imóveis públicos municipais denominados, na Rua Gregório Chaves, nº 111, no Bairro Fazenda.
O terreno onde o teatro foi construído era conhecido como Esplanada, por ser completamente plano. Ali funcionaram o marco zero da Estrada de Ferro Santa Catarina e a Estação Presidente Getúlio Vargas. Com a desativação da ferrovia, a área passou ao Município e foi sendo seccionada, abrigando supermercado, a Havan, o terminal urbano da Fazenda, a Praça Dalmo Feminela e o próprio teatro. O logradouro, antiga Rua Esplanada, recebeu o nome de Gregório Chaves pela Lei Ordinária nº 727, de 10 de junho de 1966.
Em 1982 a peça “O assalto”, do Grupo Chave, inaugurou o teatro de bolso da Casa da Cultura, auditório Antônio Augusto Nóbrega Fontes, reinaugurado em 21 de outubro de 1997. O Município havia recebido verba, por influência do governador Antônio Carlos Konder Reis, empossado em 1975, para construir um teatro municipal, mas a obra acabou erguida dentro do campus da Fepevi, atual Univali – o Teatro Adelaide Konder, cuja pedra fundamental foi lançada em 6 de julho de 1979 -, passando a atender somente às demandas daquela entidade de ensino, como colações de grau e congressos. Por esse motivo Itajaí teve de esperar até 2004 para ter um teatro municipal.
Em 30 de março de 1995 foi criada a Comissão Comunitária Pró-Teatro Municipal, formada por Augusto Dalçóquio Filho, Alberto Weiss, Francisco Coelho, Vitor Emendoerfer, Sueli Reis, Lourival Andrade, Mônica Uriarte, Mery Rosa, Normélio Weber, Lourival Petter, Afonso Wippel, Danilo Melim, Luis Castro, Elda Krause, Irineu João da Silva, Ângela Ramos, Gracialiano Rodrigues, Dario Silva, Geni Liberato, João Borba, Odemari Ferrari, Gil Nascimento, Dagoberto Silva Júnior, Humberto Senem, Luis Tarcisio Oliveira, Denise da Luz, Martin Schmeling, Maria Adelina da Cunha, David Coelho, Edson Paulo Ávila, Lauro Vollaco, Érico Laurentino Sobrinho, Reinaldo Lourenço Inácio, Dolor Silva e Lucia Ferreira Canziani.
Em outubro de 2007 o teatro sediou o show do Zimbo Trio que celebrou a inauguração da primeira sede própria do então Conservatório de Música Cidade de Itajaí, hoje Conservatório de Música Popular de Itajaí Carlinhos Niehues.
Em 13 de agosto de 2011 a sala de espetáculos foi batizada de Sala Toni Cunha, em homenagem ao ator e diretor Antonio Carlos Cunha, em ato realizado às 20h junto com a abertura do II Festival Brasileiro de Teatro Toni Cunha. No hall foi fixado um painel de sete metros de comprimento com imagem grafitada do homenageado, obra do artista Adrian Guzman. Denise da Luz, então diretora do teatro, declarou que a intenção original era dar o nome de Toni Cunha ao próprio teatro, o que não se concretizou.
Em 28 de novembro de 2012 o antropólogo Roberto Da Matta proferiu ali a conferência “As revelações da cidade”, dentro do 14º Cidade Revelada. Em 26 de outubro de 2015 Ronaldo Silva Júnior lançou nas dependências da casa o livro “Festival de Música de Itajaí – Fotografias”.
Em janeiro e fevereiro de 2019 a casa esteve fechada para reparar danos causados por atos de vandalismo no recesso de fim de ano, que incluíram furto de fiação elétrica e telefônica. A Fundação Cultural aproveitou o período para manutenção de calhas e rufos, dos sistemas elétrico e de climatização, reparos em alvenaria e nova pintura interna e externa, e o teatro reabriu em 9 de março de 2019. Em 19 de junho de 2021 o concerto “Rock ao Piano”, com o pianista curitibano Bruno Hrabovsky, marcou a retomada dos eventos presenciais depois das restrições da Covid-19, com público limitado a 30% da capacidade.
Novo furto de fiação deixou o teatro sem energia elétrica a partir de 17 de janeiro de 2022 e levou ao cancelamento da programação de fevereiro à metade de abril. O anúncio da reforma previa fiação em tubulação de ferro galvanizado chumbado na entrada de energia e concretagem do piso da área, para evitar novos furtos. A obra de manutenção emergencial começou em 13 de abril de 2022, com serviços nos sistemas elétrico, de prevenção de incêndio e de ar-condicionado, fornecimento de grupo gerador e investimento superior a seiscentos mil reais. O teatro reabriu em 1º de maio de 2022 com show acústico do cantor Paulo Ricardo. Em 8 de agosto do mesmo ano a agenda foi novamente fechada, desta vez para instalação de carpete novo na plateia e de piso vinílico no hall, com retomada em setembro.
Em janeiro e fevereiro de 2024 o teatro ficou fechado para reparos e manutenção, entre eles do forro de gesso do hall, danificado pelas fortes chuvas do final de 2023, e reabriu a agenda em 1º de março com os espetáculos gratuitos “Palhastê” e “Só Eu e Nós”. A seleção da pauta segue o regimento interno da casa, com critérios de adequação física e técnica, qualificação do proponente, mérito técnico e artístico, originalidade e diversidade de linguagens. Chico Preto era o diretor do teatro nessa época. Em 11 de junho de 2024 o concerto oficial dos 164 anos de emancipação de Itajaí, realizado no teatro, celebrou também os vinte anos do equipamento, reunindo doze corais locais e orquestra sob regência de Normélio Pedro Weber.
Em julho de 2025 o auditório passou por renovação interna com a substituição de todas as poltronas: das 505 poltronas fixas anteriores o número subiu para 519 assentos, entre eles seis de cem centímetros destinados a pessoas obesas ou com mobilidade reduzida, além dos espaços reservados para cadeirantes, e o mobiliário deixou a estrutura plástica por acabamento em madeira. Mais da metade dos recursos veio da Política Nacional Aldir Blanc. Durante a obra a casa ficou fechada nos dias de semana e aberta nos fins de semana, mantendo a agenda de espetáculos.
Em fevereiro de 2026 o teatro passou por nova reforma para a temporada do ano, em parceria entre a Fundação Cultural de Itajaí, a Secretaria de Obras e a Secretaria de Assistência Social e Cidadania: reparo e ampliação das tubulações da fossa e do sistema de escoamento de água, novo piso vinílico e pintura na sala de ensaio, nos camarins e na sala dos técnicos, troca de áreas do carpete da plateia com instalação de luzes nos degraus e restauração do jardim, iniciada no final de 2025.
O palco tem nove metros de largura, dez de profundidade e seis de altura, com ciclorama, rotundas preta e branca, pernas de cenário e nove varas de iluminação. Em 2026, mesmo depois da troca de poltronas de 2025, a Fundação Cultural de Itajaí seguia informando capacidade de 515 pessoas, sendo 505 poltronas e dez espaços para cadeirantes, e Daiane Cristina da Silva da Rosa respondia pela direção da casa.
Divergências nas fontes
O número do prédio na Rua Gregório Chaves aparece como 110 no registro original deste verbete e como 111 na Lei Complementar nº 384/2021, o Código dos Prédios Públicos. A verba obtida por influência do governador Antônio Carlos Konder Reis é situada na década de 1980 pelo registro original; a pedra fundamental do Teatro Adelaide Konder, erguido com ela, foi lançada em 6 de julho de 1979.
Endereço
Rua Gregório Chaves, 111 – Bairro Fazenda
TEXTO: Magru Floriano. Itajaipedia.